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A história da Besta Medieval.

É muito difícil dissipar as trevas que envolvem os tempos remotos dos antigos Assírios e Babilônicos, dos Gregos e dos Egípcios.

A respeito da Besta, parece que já era conhecida por aqueles povos, mas nenhum documento existe para atestar, de maneira positiva, que lhe conhecem o uso.

Com maior certeza, porem pode-se asseverar que os Romanos do Baixo Império a empregavam em suas empresas guerreiras.

Avançando pelos séculos, descobrimos que a Besta está sempre difundida como arma de combate.

O bispo de Jerusalém, Guilherme de Tiro, em sua obra "Historia das Cruzadas e do Reino de Jerusalém", fala desse meio de ataque e defesa.

Durante o segundo Concílio de Latrão, foi emanado um dispositivo, mediante o qual ficou severamente proibido o uso da Besta entre adversários Cristãos, ao passo que continuava permitido, de parte destes, contra os infiéis.

Tal proibição foi tranqüilamente ignorada por Ricardo Coração de Leão, que dotou seus exércitos de infantaria, em 1198, infringindo, também, o "breve" (ato pontifício) de Inocêncio III, que apoiava as precedentes providências, definindo como "micidial" (mortífera) a arma em questão.

Ricardo Coração de Leão , quando explorava as muralhas do castelo de Limoges, que ele estava sitiando, em 1199, morreu em seguida a um ferimento recebido no braço direito , causado por Besteiro.

A Besta é citada em um documento estipulando a aliança entre Gênova e Alexandria, datado de 21 de fevereiro de 1181.

Os povos Bárbaros ignoravam absolutamente a Besta e, de fato, foi durante a Segunda Cruzada que a infantaria se tornou um corpo de primeira ordem e, em conseqüência foram armados os combatentes, com bestas, couraças e escudos , revestidos de couro, para que se defendessem dos dardos sarracenos.

Depois, gradativamente, as Bestas cederam lugar aos novos astros em ascensão: as armas de fogo.

E durante um certo período, Bestas e arcabuzes figuraram lado a lado até que, em 1630, num edital de Urbino, aparece a ultima e melancólica referencia à arma que assinalara uma época com a qual estava destinada a desaparecer.

Passemos, agora, a considerar a estrutura da Besta, que se compõe de um arco preso a uma haste de madeira e dotado de um dispositivo para firmar a corda, a fim de melhor disparar o projétil.

Como se vê, isso constitui apenas um aperfeiçoamento do arco primitivo.

As isoladas partes essenciais  da Besta são: o arco, em geral de aço, mas, muitas vezes de madeira ou chifre, mas de proporções menores; uma  engrenagem especial para conter a corda, quando tensa, e que também permitia carregar a arma e fazer pontaria; a chave, ou melhor o gatilho da Besta, e cuja função era fazer disparar no momento oportuno.

A haste apresenta uma acanaladura (canaleta ou trilho ), pela qual corre a flecha , para seguir a direção precisa.

A arma é dotada , ainda de uma espécie de coronha que o Besteiro apóia de encontro ao ombro, quando faz a mira e, na extremidade oposta, de um estribo, ou gancho, para poder prender a Besta á sela ou cintura, e facilitar o porte da arma.

As Bestas podem ser de diversos tamanhos, segundo o uso para que são procuradas.

As manuais ou portáteis, que eram carregadas e manejadas por um só homem, a pé ou a cavalo, distinguiam-se das "pesadas", que eram posta sobre bancos ou cavaletes, para a defesa das muralhas ou para serem usadas nos campos de batalha.

Típico exemplo das Bestas deste tipo eram os carros-besta.

ILUSTRAÇÃO DE LEONARDO DA VINCI DE UM CARRO BESTA.

Naturalmente, cada Besta era carregada de maneira diferente e, assim havia vários tipos dessa arma.

A Besta de mão, que é a menor, apresenta todos os caracteres da mais estrema simplicidade.

A Besta de gancho é assim definida por causa do gancho pendente do pulso do Besteiro.

BESTA

Com isso ele puxava a corda até conseguir esticá-la o quanto necessário.

BESTA DE POLÉ OU SARILHO

A Besta de polé, que se armava por meio de um sarilho ou polé, que permitia maior aproveitamento, com o menor esforço.

Por isso, tal engenho era aplicado nas Bestas usadas pela infantaria, com arco bastante resistente.

Os projéteis das Besta eram dardos comuns, mas muito freqüentemente, eram ainda flechas de cabeça quadrangular (como o ferro em pirâmide ) ou botão, com pontas e excrescências; algumas vezes, também, eram lançadas setas incendiárias.

Devemos mencionar, outrossim , as Bestas de garrucha , tríplice uso, isto é, que podia ser empregadas para o lançamento de flechas, para explosão de fogo e para a luta a arma branca , pois eram dotadas de um afiado espeto ( uma haste com um longo ferro, quadrado e agudo ).

No armeiro anexo ao arsenal de Veneza, está exposto um belo e raríssimo exemplar da Besta- garrucha.

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Página criada em 04 novembro de 2001
Atualizada, terça-feira, 28 de agosto de 2007
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